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Paciente | O caso Tancredo Neves
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PRESIDENTE QUE PODERIA TER SIDO
Tancredo
Neves poderia ter tomado posse na Presidência da República no
dia 15 de março de 1985. Quem diz isso é o cirurgião Henrique
Walter Pinotti, que participou de três das quatro operações
do Presidente.
O primeiro civil eleito depois de 21 anos de ditadura militar,
principal negociador da abertura democrática do país, resistiu
até o último instante a se tratar das conhecidas dores no abdômen
que voltaram a atormentá-lo dias antes. Cirurgia? Nem pensar.
Na véspera da posse, porém, acabou se deixando convencer. Levado
ao Centro Cirúrgico do HDB, em Brasília, morre em menos de um
mês, após uma sequência de quebras de conduta, equívocos clínicos,
procedimentos inadequados e discordâncias entre os médicos.
O que deveria ter sido a grande festa da democracia brasileira
converteu-se em pesadelo de inesperadas proporções.
No centenário do nascimento de Tancredo Neves, passados 25 anos
de sua morte, já estão dadas as condições para que sua história
médica seja revelada.
Com reprodução dos prontuários dos hospitais de Brasília e de
São Paulo, O PACIENTE apresenta um roteiro cirúrgico em cores
para melhor compreensão das cirurgias e traz declarações dos
especialistas envolvidos, revelando os bastidores do caso clínico
que alterou os rumos da democracia brasileira e abalou a reputação
da medicina do país.
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Marília Schumann: marilia@bansen.com.br
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