SINDIPROM organiza comitiva de empresários para Euroshop
Feira alemã apresenta novas tecnologias de montagem, infra-estrutura e gestão de eventosUma delegação de 40 empresários brasileiros do segmento de feiras participa da feira alemã Euroshop até a quarta-feira, dia 23, em Düsseldorf, na Alemanha. Organizada pelo SINDIPROM, sindicato das empresas de eventos de SP e RJ, a comitiva é a maior do país a visitar a feira, que é realizada a cada três anos e considerada a grande vitrine planetária de tecnologias para o segmento. As novidades na Euroshop vão de softwares de gestão a sistemas de segurança e iluminação, passando por pisos, perfis, revestimentos, telas e projetores. "Queremos conhecer e trazer ao país as melhores soluções mundiais de montagem, infra-estrutura e gestão de eventos. A Euroshop apresenta tecnologias inovadoras e muitas delas permitem a redução dos custos nas feiras", explica o empresário Dárcio Bertocco, presidente do SINDIPROM e chefe da delegação brasileira. Bertocco afirma que o mercado nacional de empresas de eventos movimenta R$ 3,2 bilhões por ano no atendimento a 35.000 empresas que participaram de feiras no país. "As exigências dessas empresas variam muito, pois hoje temos micro, pequenas, médias e grandes empresas participando das feiras. As pequenas querem estandes portáteis, baratos e práticos, enquanto que as grandes buscam espaços cinematográficos, avançados e sofisticados", afirma. Segundo Bertocco, porém, nem todas as tecnologias expostas na Euroshop deverão chegar esse ano ao mercado nacional. "Muito do que veremos na feira, infelizmente, ainda faz parte de 'outro mundo'. Devido aos altos custos, ainda não é possível trazer tudo para cá, pois o custo-benefício não compensa o investimento para o mercado nacional. O que faremos é ver o que há de mais moderno e trazer o que for possível para a nossa realidade". A feira deverá reunir pelo menos 1.500 expositores e receber mais de 90 mil visitantes dos cinco continentes no complexo de exposições Messe Düsseldorf. PAVILHÕES ALEMÃES VENDEM SERVIÇOS: Além de visitar a feira, uma comitiva de diretores do SINDIPROM faz visitas técnicas aos dois principais complexos de pavilhões da Alemanha, em Düsseldorf, onde a Euroshop é realizada (o complexo tem 17 pavilhões com 230.000 m2, o equivalente a mais de três vezes o tamanho do Anhembi) e em Frankfurt. O objetivo dos diretores do SINDIPROM é conhecer a fundo a logística de operações dos complexos, os sistemas de segurança e os serviços oferecidos aos participantes das feiras. Armando Campos Mello, diretor superintendente do SINDIPROM e da UBRAFE (União Brasileira dos Promotores de Feiras) destaca como qualidades dos pavilhões europeus as soluções de acesso estéticas e funcionais; o piso regular que dispensa a interferência dos montadores; a climatização que traz conforto e desobriga os expositores a encomendar estandes com ar-condicionado; as docas e os equipamentos para locação que facilitam a carga/descarga de materiais de exposição. "Será maravilhoso quando tivermos algo parecido no Brasil. Mas evoluímos bastante. Há trinta anos tínhamos só o Anhembi em São Paulo e hoje temos mais de dez pavilhões de qualidade. Com a força do segmento, a tendência é que os pavilhões se aproximem gradualmente do modelo de excelência europeu". OUTRA CULTURA: Para Mello, é sempre interessante observar as "diferenças culturais" nas feiras européias. "Um ponto que me inquietou na última Euroshop foi observar a maneira diferente como as empresas européias recebem seus clientes nos estandes. Aqui no Brasil, a recepção de clientes é um processo social, nossos estandes têm salas fechadas, ar-condicionado, bar, buffet e serviço de garçons. Lá, os expositores atendem seus clientes sem paletó, no meio dos produtos", afirma. Segundo o diretor, a julgar pela realidade econômica do Brasil em comparação com a Europa, a situação deveria ser inversa. "Isso nos faz pensar se não estamos superequipando os estandes, que na verdade são espaços de trabalho e negócios. O processo todo custa caro e traz ganhos que são questionáveis. E a questão é ainda mais pertinente diante da realidade em que vivemos, que é a de buscar constantemente a otimização dos negócios através da redução de custos", explica.
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