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Na última sexta (5), a UBRAFE
- União Brasileira dos Promotores de Feiras - promoveu,
durante a Semana Nacional dos Eventos 2008, a Reunião
Latino Americana de Feiras de Negócios, que reuniu a
diretoria da AFIDA - Asociación Internacional de Ferias
de América, entidade da qual a UBRAFE é associada, e
de empresários das maiores promotoras de feiras de negócios
do Brasil.
O encontro teve o objetivo de disseminar
informações sobre a atividade de feiras de negócios
em toda a América Latina, apresentando ao trade um panorama
atual do setor de promoção comercial no Brasil,
Colômbia, Chile, México, El Salvador e Equador.
O diretor da UBRAFE, Armando Campos
Mello, e o presidente da AFIDA, Andrés Valderrama, presidente
da AFIDA, também discutiram a construção de um grande
calendário integrado de feiras de negócios de toda a
América Latina, como uma ferramenta para criar network
entre os associados de todas as entidades parceiras.
Colômbia
Durante a apresentação do setor de feiras de negócios
na Colômbia, Andrés Valderrama, presidente da AFIDA
e diretor da Corferias, sublinhou os segmentos de flores,
agronegócios e confecções como os destaques do setor
de feiras em seu País e afirmou que as feiras são a
"solução mais eficiente para realizar acordos comerciais,
até em momentos de crise".
Líder na região andina para feiras
de negócios, Bogotá é o principal centro de promoção
comercial da Colômbia. Junto a Medellín, Bogotá faz
da Colômbia o 3° país no ranking latino americano de
feiras, ao lado da Argentina, atrás apenas do México
e do Brasil.
Diferentemente do que acontece em São
Paulo e no Brasil, uma das principais características
da atividade em Bogotá é a de que as empresas que organizam
as grandes feiras na capital colombiana são as mesmas
que administram os centros de convenções, fato que não
contribui para a diversificação das exposições. Além
disso, outra peculiaridade da cultura das feiras na
Colômbia é que a maior parte delas é integrada às associações
comerciais dos segmentos econômicos.
Chile
Com 13 centros de convenções e pavilhões, o maior
deles com apenas 17 mil m2 de área coberta para exposição,
o déficit em infra-estrutura, a ausência de uma associação
nacional de feiras e a falta de um marco regulatório
da atividade de promoção comercial freiam o crescimento
do setor de feiras no Chile.
Entretanto, de acordo com Héctor Brito,
gerente geral da Fundación Fimaule e 1° Vicepresidente
da AFIDA, o País tem uma estabilidade política e econômica
que favorece a atividade de feiras, sobretudo para os
expositores estrangeiros, já que muitas das grandes
empresas nacionais chilenas estão voltadas a exportação
- fato que consome significativamente os recursos de
marketing. Brito também ressaltou que, cada vez mais,
as feiras chilenas vêm incorporando máquinas e tecnologias
de diferentes setores.
México
Apesar de fazer fronteira com uma economia que
está em recessão, embora ainda seja a maior do mundo,
o México deve crescer em 2009. A previsão é de que a
economia mexicana registre expansão de 0,39%, o que
também estimulará o setor de feiras de negócios do País
a, ao menos, manter o posto de 2° colocado no ranking
de feiras na América Latina.
Segundo Fernando Espinosa García, presidente
do Expo Guadalajara, a demanda por congressos técnicos
e científicos tem aumentado no México, que já realiza
3% de todos os congressos organizadores por empresas
americanas.
De acordo com a AMPROFEC (La Asociación
Mexicana de Profesionales de Ferias, Exposiciones y
Convenciones), são esperados quase 7 milhões de visitantes
nas feiras mexicanas no próximo ano, distribuídos em
38 recintos para feiras, que somam mais de 342 mil m2
de área para exposição.
Equador
Da mesma forma como acontece no Chile, o Equador
também não possuiu nenhuma entidade que congregue empresas
do setor de feiras de negócios. O equatoriano Rafael
Roldán, presidente honorário da AFIDA, também lembrou
que há poucas empresas organizadoras de feiras em seu
país e que o mercado de congressos é superior ao de
promoção comercial. Com áreas de exposição de
pequeno porte, as poucas feiras de negócios bem sucedidas
no Equador são as do Automóvel e a de Turismo. Esta
última, que neste ano chegou à sua 6° edição, vende
o potencial turístico do Equador, sobretudo em quadro
regiões: Costa, Andes, Amazônia e Galápagos.
El Salvador
Instituição pública mas autônoma, o Centro Internacional
de Feiras e Congressos de El Salvador, com 30 mil m2
de área coberta, é o principal palco para feiras de
negócios, exposições, congressos e eventos de El Salvador.
Os cerca de 50 organizadores de eventos, que se multiplicaram
nos últimos três anos com a crescente demanda pelo chamado
"turismo de reuniões", como disse Jose Eduardo Escobar,
diretor principal 1 da AFIDA. Estas empresas são responsáveis
por feiras nas áreas de consumo, escolar, agronegócio
e automóvel, o principal segmento econômico das feiras
salvadorenas, reunindo mais de 400 mil pessoas em 10
dias.
Brasil
Com um calendário que neste ano chegou a 176 grandes
feiras de negócios em mais de 20 cidades, o Brasil é
líder na atividade de promoção comercial em toda a América
Latina. As 34 mil empresas participantes, das quais
5,5 mil estrangeiras, atraíram um público de mais de
5,2 milhões de visitantes profissionais em 2,25 milhões
m2 de área de exposição.
A entidade estima que a receita gerada com a atividade
no Brasil foi de R$ 3,4 bilhões em 2008, sendo R$
1 bilhão em locação de área para exposições, R$ 1
bilhão em serviços nos pavilhões e R$ 1,4 bilhão em
viagens, hospedagem, alimentação, transportes e compras.
Mais uma vez, a força das feiras prova que o Brasil
está preparado para a atividade turística.
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