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No último dia 20
de outubro, a UBRAFE - União Brasileira dos Promotores
de Feiras - fez a sua 5ª visita à capital chilena, Santiago,
para apresentar ao trade local o "Panorama das Principais
Feiras de Negócios do Brasil em 2010". Com o apoio do
Ministério das Relações Exteriores e da TAM, o evento
contou com a presença de João Paulo Ortega Terra, Chefe
do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil
no Chile, que além de prestigiar a apresentação no Centro
de Conferências Sofofa, também realizou uma breve apresentação
ao público. Terra enalteceu o Calendário UBRAFE como
uma "fantástica ferramenta de promoção comercial" e
falou sobre a iniciativa da entidade, bem como sobre
o setor de feiras no Brasil e no Chile e a relação comercial
entre ambos os países:
João Paulo Ortega Terra: As feiras são um instrumento relevante de promoção comercial em qualquer lugar do mundo, mas é particularmente útil no caso das relações Brasil-Chile. Apesar de envolver números bastante altos (em 2008, o fluxo bilateral de comércio chegou a praticamente US$ 9 bilhões, o que torna o Chile nosso segundo maior parceiro comercial na América do Sul, atrás somente da Argentina), o comércio bilateral ainda é relativamente concentrado em torno de pouco produtos - o petróleo brasileiro (cerca de 30% das nossas exportações para esse país) e o cobre chileno (cerca de 60% das nossas importações)-, existindo amplos espaços para crescimento em outros setores. Como se trata de duas economias relativamente complementares e praticamente sem barreiras ao comércio bilateral, essa concentração pode ser atribuída, em boa medida, ao desconhecimento das oportunidades de negócio que existem para empresários chilenos e brasileiros, em ambos os países. Nesse contexto, as feiras de negócio aparecem como a forma ideal de promover oportunidades de comércio e investimento e aproximar homens de negócio dos dois países. As feiras brasileiras despertam cada vez mais interesse tanto de importadores chilenos, quanto de potenciais exportadores e investidores deste país.
João Paulo Ortega Terra: O mercado de feiras de negócios no Chile vive momento de crescimento, refletindo a abertura comercial do país e a solidez de sua economia. Entretanto, pelas características da economia chilena, especializada em reduzido número de áreas produtivas, também é reduzido o número de feiras de negócios, verificando-se antes uma ampliação das feiras existentes (nos setores da mineração, da agricultura e dos serviços), do que um aumento do número de eventos.
João Paulo Ortega Terra: São crescentes e cada vez mais diversificados os vínculos comerciais entre Brasil e Chile, mas ainda há muito o que fazer. A divulgação das feiras de negócios ocupa papel de destaque entre as atividades de promoção comercial no Chile, à medida que contribui para aumentar a consciência, nos meios empresariais locais, sobre a pujança de economia brasileira, bem como sobre a diversidade, qualidade e competitividade da oferta exportável do País.
João Paulo Ortega Terra: A nosso juízo, as duas feiras chilenas mais relevantes para exportadores brasileiros, no próximo ano, serão a EXPOMIN (Santiago, 12-16/04/10), do setor de mineração, e a EDIFICA (Santiago, 12-15/05/10), do setor de construção. Caso a Embaixada participe dessas feiras, nos dispomos a oferecer espaço à UBRAFE, no nosso estande, para a divulgação das feiras que serão realizadas no Brasil nos mesmos setores das feiras em apreço. Acreditamos que seria uma excelente oportunidade para levar diretamente ao público profissional qualificado, toda a informação necessária sobre eventos no Brasil nos setores correspondentes. Sobre a UBRAFE
A União Brasileira
dos Promotores de Feiras é a entidade privada que representa
desde 1986 as empresas envolvidas na organização, promoção,
operação e montagem das principais feiras de negócios
do Brasil. Sob a liderança da UBRAFE, as feiras de negócios
brasileiras quintuplicaram de tamanho de 1992 a 2009
e consolidaram-se como os maiores e mais importantes
encontros comerciais do Brasil para empresas de todos
os portes: grandes, médias, pequenas e micro.
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