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Recuperação do Haiti: pessoas, perspectivas e perseverança

 

10-01-2011

Um ano após terremoto, CARE apoia comunidades empenhadas na reconstrução do país.

CarePorto Príncipe (10 de janeiro de 2011) – Quando a terra tremeu no Haiti em 12 de janeiro de 2010, uma catástrofe humanitária sem precedentes se seguiu. O terremoto atingiu o coração do Haiti, causando mais de 220 mil mortes e destruindo mais de 188 mil edifícios. E o Haiti, como outros países que sofrem com megadesastres, já precisava de ajuda antes mesmo do ocorrido.

A CARE e outras agências de ajuda humanitária responderam a uma situação crítica: portos dizimados, estradas destruídas e ministérios desmoronados. Nos três primeiros meses, a CARE beneficiou mais de 290 mil pessoas com ajuda de emergência, fornecendo água, lonas, colchões, cobertores, kits de parto, kits de cozinha, kits de higiene e alimentos.

Um ano depois, o povo haitiano ainda passa por grandes necessidades. Mas uma delas, frequentemente negligenciada, é hoje fundamental: uma participação significativa na reconstrução do seu país. Os funcionários da CARE, que são em mais de 95% haitianos, continuam empenhados em dar a todos os membros da comunidade uma voz significativa no processo de reconstrução, tendo especial cuidado para assegurar que as perspectivas de mulheres e meninas sejam ouvidas.

"Não vamos esquecer que os primeiros a chegar depois do terremoto foram os próprios haitianos: familiares, vizinhos e membros das comunidades começaram a escavar os escombros, fazer o transporte de pessoas aos hospitais e oferecer abrigo", disse a presidente e CEO da CARE, Helene Gayle. "Esse compromisso, conhecimento e energia são a base para um futuro melhor para o Haiti. A CARE se apoia nessas forças quando trabalha com voluntários das comunidades e parceiros locais, para obter uma mudança duradoura".

Esta abordagem está refletida em todas as intervenções da CARE. Nas áreas mais atingidas, onde a CARE construiu cerca de 1.000 abrigos provisórios, os moradores têm ajudado a identificar as famílias mais necessitadas. Em seguida, os familiares auxiliam na construção e aprendem como as estruturas podem ser integradas em uma casa mais forte e permanente. Nos acampamentos, as pessoas trabalham juntas para desenvolver seus próprios planos de ação contra a violência sexual e submetê-los às autoridades locais. Mães e filhos formam grupos para a promoção da higiene que proporcionam uma sensação muito necessária de pertencimento.

Mas, com 38% da população adulta analfabeta e um número estimado em 80% de desempregados antes do terremoto, a reconstrução não é apenas física. Obstáculos à mudança duradoura incluem direitos de propriedade fundiária, falta de emprego e oportunidades econômicas e acesso limitado à educação. Superar essas barreiras - dando ao povo do Haiti voz no processo - requer paciência e perseverança. O terremoto foi seguido por uma temporada de furacões e um surto de cólera, que mais uma vez colocou o país em estado de emergência. A recuperação após um desastre tão grande é lenta, e a vulnerabilidade do Haiti às catástrofes torna ainda mais difícil o deslocamento de ajuda de emergência para reabilitação.

"Precisamos ser realistas sobre o que poderia ser alcançado dentro de um ano", disse o diretor da CARE Haiti, Beat Rohr. "Reconstruir o Haiti e torná-lo mais forte vai levar anos, com compromisso contínuo e muita perseverança. Mas isso não deve impedir que todos no Haiti - desde agências de ajuda humanitária, governo e sociedade civil – sintam-se desafiados a aproveitar cada oportunidade, agir ainda mais rapidamente e conseguir mais hoje do que ontem".

Em 2011, a CARE continuará a apoiar as famílias haitianas com abrigos provisórios e a oferecer água e instalações sanitárias às pessoas que ainda vivem em acampamentos. As famílias que querem voltar para suas comunidades terão assistência para garantia de abrigo, água e outros serviços sociais para torná-las novamente habitáveis. A CARE irá também fornecer às escolas mobiliário e treinamento, colaborar com as autoridades locais para garantir, nas instalações médicas públicas, serviços básicos de saúde reprodutiva e intensificar as atividades de prevenção à cólera.

 

Para informações adicionais ou entrevistas, entre em contato:

Renata Pereira | rpereira@br.care.org | Tel: 11 3226-0097 | 8755-4066

Marina Spirandelli | mspirandelli@br.care.org | Tel: 11 3226-0085

 

 

Sobre a CARE

Fundada em 1945, a CARE é uma das principais organizações humanitárias de luta contra a pobreza. Trabalhando em 70 países, a CARE ajuda a capacitar as comunidades para enfrentar as maiores ameaças à sua sobrevivência e qualidade de vida. As mulheres estão no centro dos esforços da CARE para melhorar a saúde, educação e desenvolvimento econômico, porque a experiência mostra que as conquistas de uma mulher trazem grandes benefícios para toda a família. A CARE está também empenhada em prestar assistência em ajuda humanitária em situações de crise e ajudar a reconstruir comunidade mais seguras e fortalecidas. A CARE defende políticas que garantam dignidade a todos os povos e promovam a erradicação da pobreza.

Sobre a CARE Brasil

Fundada em 2001, a CARE Brasil é uma ONG brasileira de combate à pobreza que integra a CARE Internacional. Atua na promoção do desenvolvimento local por meio de ações de inclusão social, fortalecimento da economia local, uso racional dos recursos naturais, inovação na gestão pública e mobilização social. Investe especialmente em geração de renda e educação nos sete programas que possui: Acre, Bahia, Goiás, Maranhão-Tocantins, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo.

 

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