telefone    
 

 

“Viva a criança VIVA”

11-10-2006

CARE Brasil participa, no dia 12 de outubro, de manifestação contra a violência policial na Maré

Enquanto milhares de mães comemoram com seus filhos o Dia das Crianças, várias comunidades realizam uma manifestação contra a violência policial a partir das 13 horas na Praça da Nova Holanda, uma das 17 comunidades do complexo de favelas da Maré.

No dia 1º de outubro após uma incursão policial que causou a morte de Renan da Costa, de apenas três anos, os moradores da favela Nova Holanda saíram às ruas em direção à porta dos fundos do 22º Batalhão da polícia militar exigindo justiça. A polícia reprimiu o ato com bombas de efeito moral e “spray” de pimenta.  

Nos últimos 20 dias, outras quatro crianças foram assassinadas em ações policiais: Paulo Vinícius, de sete anos em Vigário Geral, Guilherme Custódio, de oito anos, na Ilha do Governador, Lohan de Souza, de nove anos, no Morro do Borel e Moisés Alves, de 16 anos no Complexo do Alemão. Essa sequência de homicídios demonstra o despreparo da polícia militar em ações dentro de favelas.   Sabe-se que a justiça é dispensada de modo diferente de acordo com a posição social de cada indivíduo que a ela recorre ou que a ela se apresenta como réu. O mesmo pode ser dito com relação às intervenções da polícia militar, diferenciadas de acordo com a “clientela”. A política de segurança pública vigente tem promovido práticas de violência, que se traduzem em mortes sistemáticas dos moradores de favelas e periferias das grandes cidades, em especial, de adolescentes e jovens. Agora vemos esta prática atingir de forma contundente a crianças. É preciso que medidas sejam tomadas para interromper essas ações violentas.

  Como forma de repúdio à violência praticada pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, diversas comunidades populares se reunirão na manifestação “Viva a criança Viva”, dia 12 de outubro próximo, para reivindicar uma apuração isenta desses crimes cometidos em favelas. Com essa manifestação, as comunidades esperam chamar a atenção para o problema da violência e avançar na discussão necessária de mudança da política de segurança pública.  

As crianças mortas nos últimos dias:

• Renan da Costa Ribeiro, três anos, morto dia primeiro de outubro de 2006, com um tiro de fuzil na barriga, na comunidade de Nova Holanda na Maré.

• Paulo Vinícius de Oliveira Chaves, sete anos, morto atropelado por uma viatura da Polícia Militar, dia 20 de setembro de 2006, em Vigário Geral. • Guilherme Custódio Morais, oito anos, morto dia 20 de setembro de 2006, por bala perdida na Favela do Guarabu, na Ilha do Governador • Lohan de Souza Santos, nove anos, morto por uma bala de fuzil na cabeça no dia 16 de setembro de 2006, no Morro do Borel.

• Moisés Alves Tinim, 16 anos, morto dia dois de outubro de 2006, com um tiro de fuzil, no Morro da Esperança no Complexo do Alemão.  

A CARE Brasil na Maré O Programa Rio de Janeiro, desenvolvido pela CARE Brasil na Maré desde 2002, viabilizou a implantação de um novo núcleo do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) com salas de aula equipadas e biblioteca ampliando o atendimento com ações de educação, arte e cultura para mais de 500 moradores por dia. A parceria ainda viabiliza a manutenção de duas turmas de pré-vestibular para jovens moradores da localidade.desenvolve ações em duas regiões do Estado do Rio de Janeiro cujos indicadores de pobreza estão abaixo da média nacional. O Complexo de Favelas da Maré, no município do Rio de Janeiro, com uma população de 132 mil habitantes,  onde está  a maior concentração de população de baixa renda do Brasil. A CARE Brasil também está no município de Duque de Caxias, na região da Baixada Fluminense que concentra 30% da população pobre do Estado do Rio de Janeiro.

Mais informações Care:

Priscila Valdes Comunicação CARE Brasil Tel.: (55 11) 3226-0090 

Email: pvaldes@br.care.org www.care.org.br

Notícias relacionadas